Por Carlos Alberto Quiroga L.

LA PAZ (Reuters) - Seis dos nove departamentos (Estados) da Bolívia serão governados pelo partido do presidente esquerdista Evo Morales a partir de junho, quando entra em vigor o regime de autonomias regionais, segundo confirmou na segunda-feira a autoridade eleitoral do país.

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Por Carlos Alberto Quiroga L.

LA PAZ (Reuters) - Seis dos nove departamentos (Estados) da Bolívia serão governados pelo partido do presidente esquerdista Evo Morales a partir de junho, quando entra em vigor o regime de autonomias regionais, segundo confirmou na segunda-feira a autoridade eleitoral do país.

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Autonomias regionais ampliam poder do partido de Morales

Por Carlos Alberto Quiroga L.

LA PAZ (Reuters) - Seis dos nove departamentos (Estados) da Bolívia serão governados pelo partido do presidente esquerdista Evo Morales a partir de junho, quando entra em vigor o regime de autonomias regionais, segundo confirmou na segunda-feira a autoridade eleitoral do país.

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Por Carlos Alberto Quiroga L.

LA PAZ (Reuters) - Seis dos nove departamentos (Estados) da Bolívia serão governados pelo partido do presidente esquerdista Evo Morales a partir de junho, quando entra em vigor o regime de autonomias regionais, segundo confirmou na segunda-feira a autoridade eleitoral do país.

Desde dezembro o Movimento ao Socialismo (MAS, partido de Morales) já domina com ampla maioria a Assembleia Legislativa Plurinacional (Congresso). Agora, controlará também a maioria das regiões, especialmente na área andina do oeste.

Já a oposição direitista se manteve no poder em Santa Cruz, Tarija e Beni, departamentos que ficam na planície do norte e leste, e conquistou também prefeituras importantes.

Segundo analistas, a composição dos governos regionais e municipais pode ter repercussões de longo prazo, mas não afeta os planos imediatos de Morales, que iniciou em janeiro um segundo mandato de cinco anos.

O resultado oficial da eleição de 4 de abril foi apresentado pela Corte Nacional Eleitoral (CNE) em meio a protesto de grupos de oposição, que rejeitaram o método de distribuição de vagas que deu ao MAS o controle da maior parte das futuras assembleias regionais.

O presidente da CNE, Antonio Costas, disse que a corte agiu "em apego à lei e acima de qualquer interesse partidário".

O centrista Carlos Hugo Laruta, derrotado por ampla margem na eleição para o governo de La Paz, o departamento mais populoso, anunciou na segunda-feira um recurso ao Tribunal Constitucional para "obrigar a CNE a modificar as regras" de distribuição dos deputados.

"Estamos lutando por mais democracia, contra o totalitarismo", disse Laruta, no sétimo dia de uma greve de fome que Costas qualificou como "sem fundamento legal".

O MAS venceu em cinco distritos andinos onde há grande população indígena aimará e quéchua - La Paz, Cochabamba, Oruro, Potosí e Chuquisaca. Ganhou também no departamento amazônico de Pando, outrora um reduto da direita.

Santa Cruz continua sendo o principal polo da oposição, mas em Tarija e Beni os direitistas precisarão de acordos com o MAS ou com algum partido minoritário para governar.

A oposição vai governar as duas maiores cidades do país - La Paz e Santa Cruz - e cinco outros municípios importantes. Entre as capitais e principais cidades, o MAS conquistou apenas El Alto, Cochabamba e a pequena Cobija.

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