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Austríacos viajarão para Tunísia em resposta a seqüestros de compatriotas

Argel, 9 abr (EFE).- Um grupo de 500 austríacos viajará para o deserto da Tunísia esta semana em resposta ao seqüestro de dois compatriotas no país africano em 22 de fevereiro, afirmou o ministro do Turismo tunisiano, Khelil Lajimi.

EFE |

Em declarações à imprensa tunisiana divulgadas hoje pelo jornal argelino "Annhar", Lajimi afirmou que o turismo no deserto de seu país não foi afetado pelo seqüestro de Wolfgang Ebner e Andrea Kloiber pela organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI).

O ministro não deu mais detalhes sobre a viagem dos cidadãos austríacos, mas afirma que serão 500 e deixa claro que o seqüestro não teve nenhuma influência negativa sobre o turismo no país.

Em novo comunicado divulgado esta semana na internet, a AQMI acusou o Governo da Áustria de mostrar "muito pouco interesse" pela vida de seus dois cidadãos e o considerou "o primeiro e último responsável" pelo destino dos reféns.

A organização terrorista disse que atuou neste caso "com flexibilidade" e confirmou que voltou atrás em suas exigências iniciais, tal com informaram na semana passada alguns meios de comunicação austríacos.

Os dois turistas austríacos foram seqüestrados pela brigada Tariq Ibn Ziyad da AQMI em 22 de fevereiro enquanto visitavam o deserto tunisiano e foram levados pelos seqüestradores para a região de Kidal, no norte de Mali.

A princípio, os seqüestradores exigiram a libertação de alguns militantes da AQMI presos na Argélia e na Tunísia e depois também pediram um resgate de cinco milhões de euros.

Caso suas reivindicações não fossem atendidas ou houvesse uma operação militar para libertá-los, ameaçaram executar os reféns e responsabilizar os Governos de Tunísia, Argélia e Áustria.

Os seqüestradores deram três ultimatos para o cumprimento de suas exigências, e o último expirou na meia-noite de domingo.

Entre as novas exigências da AQMI, os terroristas citam "a libertação de um de nossos irmãos muçulmanos e de sua mulher detidos e torturados no Guantánamo austríaco" além da retirada "dos quatro oficiais austríacos presentes no Afeganistão".

Este "irmão" citado na mensagem é Mohammed Mahmoud, julgado e condenado juntamente com a mulher em 10 de março em Viena por divulgar um vídeo no qual ameaçava Áustria e Alemanha com atentados, informou a imprensa austríaca. EFE sk/wr/fal

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