Austríacos reelegem presidente Fisher

Após polêmica durante a campanha, candidata da ultradireita perde, mas obtém 16% dos votos

iG São Paulo |

Os austríacos compareceram às urnas neste domingo e reelegeram o atual presidente, o social-democrata Heinz Fischer. Segundo resultados oficiais provisórios, Fischer obteve 78,94% dos votos enquanto a ultradireitista Barbara Rosenkranz, que criou polêmica com suas declarações sobre o Holocausto, atingiu 15,62% dos votos.

Reuters
Heinz Fischer comemora resultado com sua mulher, Margit
Essa cifra é menor da que a obtida pelas duas formações de extrema direita nas eleições europeias de 2009, quando o FPÖ e o BZÖ, a formação de extrema direita do carismático Jörg Haider - morto em um acidente de trânsito em 2008 -, somaram 17,74% dos votos. Nas legislativas de 2008, tinham chegado a 27,9%.

O resultado medíocre de Barbara Rosenkranz fará o chefe do FPÖ, Heinz-Christian Strache, de 40 anos, refletir. Ele estimava em 35% o potencial da extrema direita.

A campanha eleitoral foi agitada pelas declarações da candidata de ultradireita, que chegou a afirmar ser favorável a uma reforma da lei que reprime as atividades neonazistas. Além disso, ela também defendeu a negação do genocídio dos judeus em nome do respeito da liberdade de expressão.

Mas Barbara teve de retificar as posições, sob a pressão das críticas vindas inclusive de seu próprio partido. Mãe de dez filhos, a líder da ultradireita é casada com um dos fundadores de um partido neonazista.

Um terceiro candidato, Rudolf Gehring, de 61 anos, à frente do partido cristão CPÖ, contrário ao aborto, obteve 5,44% dos votos.

O cargo de presidente da Áustria é honorífico e moral, apesar de ser o único governante eleito diretamente pelos compatriotas. Entre suas funções está a designação do chanceler (chefe de governo), levando em consideração os resultados das eleições legislativas.

Quase 6,35 milhões de austríacos estavam registrados para comparecer às urnas, incluindo os maiores de 16 anos, que votaram pela primeira vez.

A participação caiu consideravelmente, de 71,6% em 2004, considerada a mais baixa do pós-guerra, para 49,17%, apesar de os votos por correspondência terem aumentado três ou quatro pontos.

Em 2004, Fischer derrotou a candidata conservadora Benita Ferrero-Waldner, que mais tarde foi nomeada comissária europeia das Relações Exteriores, por 52,39% a 47,61% dos votos.

* Com informações da AFP

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