Austríaco que manteve filha aprisionada é acusado de assassinato

Por Sylvia Westall VIENA (Reuters) - O austríaco Josef Fritzl, que aprisionou sua filha em um porão por 24 anos e teve sete filhos com ela, foi acusado pelo assassinato de uma das crianças, que morreu pouco depois de seu nascimento.

Reuters |

Promotores disseram na quinta-feira que também haviam acusado Fritzl, de 73 anos, de estupro, escravização, incesto, coerção e privação de liberdade. Ele tem duas semanas para apelar e não precisa entrar com um recurso imediatamente.

Fritzl, que está sob custódia investigativa desde que o caso veio a público em abril, manteve sua filha Elisabeth em um porão na cidade de Amstetten.

Ele foi acusado pelo assassinato da criança, que morreu em 1996, por negligência. Fritzl queimou o corpo do bebê em uma fornalha, de acordo com o que investigadores da polícia disseram após sua prisão em abril.

"Ele é suspeito de matar esse recém-nascido, pois embora soubesse da situação da criança, não procurou ajuda", afirmou a Promotoria da província de St. Poelten em nota.

Isso é um caso de assassinato na lei austríaca.

"Ele forçou Elisabeth a viver em condições similares às de um regime de escravidão... ele a trancou no porão e a fez completamente dependente dele, forçando-a em atos sexuais e tratando-a como se ela fosse de sua propriedade", disse a nota.

Os promotores também disseram que ele havia ameaçado matar sua filha e seus filhos por sufocamento por gás ou uma explosão, se eles tentassem fugir.

Um relatório psiquiátrico encomendado pelas autoridades judiciárias no mês passado declarou Fritzl mentalmente apto para o julgamento, que deverá começar no início do ano que vem. Se for condenado por assassinato, poderá ser sentenciado à prisão perpétua.

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