Austríaca cogita processar o pai por abusos sofridos em porão

A austríaca Elisabeth Fritzl, que foi mantida presa em um porão durante 24 anos pelo próprio pai, está decidindo se irá processá-lo para receber uma indenização pelos danos sofridos por ela e os seis filhos que teve com ele. Em entrevista exclusiva à televisão britânica, o advogado de Elisabeth, Christoph Herbst, disse que eles estão discutindo a possibilidade de fazer alguma coisa contra Fritzl ou processá-lo pelos danos.

BBC Brasil |

"Isto é algo que está sendo discutido com Elisabeth, mas ainda não foi decidido", afirmou o advogado.

"A questão é que esta é uma decisão que tem de ser tomada por Elisabeth, se ela quer uma indenização por danos sofridos por elas e pelos filhos."
Ainda segundo Herbst, a família deverá decidir com os médicos e terapeutas sobre onde vai morar quando deixar a clínica psiquiátrica.

"Isto também é uma coisa que não está completamente clara, assim como não se sabe se eles vão mudar de identidade ou não. São coisas que não tem como ser definidas agora".

Educação
Na entrevista, que irá ao ar na noite desta quarta-feira, o advogado deu detalhes da rotina da família, que está reunida em uma clínica psiquiátrica desde que os crimes de Josef Fritzl vieram à tona.

Herbst contou que Elisabeth está se dando muito bem com a mãe Rosamarie e com os fihos que moravam no andar de cima da casa, Lisa, de 15 anos, Monika, 14 e Alexander, 12.

"As crianças a receberam muito bem. Todo mundo ficou muito surpreso com isso".

O advogado definiu Elisabeth como "uma mulher muito forte, que sabe o que quer".

"Ela fez o melhor que pôde para educar os filhos que estavam com ela no porão. Eles estudaram gramática, matemática, e falam alemão perfeitamente. Se comunicam como qualquer outra pessoa. Foram bem educados e agora se comportam bem", disse ele.

Herbst disse à TV que apesar de ter passado a vida trancafiado no porão, Stefan, de 18 anos, parece ter assumido "o papel de protetor da família".

"Ele é muito educado e comportado. É mais quieto e procura cuidar da família. Já Felix, o mais novo, é muito esperto, gosta de brincar, e ganha mais vida a cada diz que passa".

A filha mais velha da austríaca, Kerstin, de 19 anos, continua internada em estado crítico.

Rotina
Em relação às crianças que viviam com o pai-avô e a avó, o advogado afirmou que a realidade é completamente diferente.

"Eles não têm a mesma liberdade de antes, então para eles a vida mudou completamente. É muito difícil para eles entender que não podem sair da clínica porque há jornalistas de plantão na porta esperando".

Ainda segundo o advogado, a família tem uma rotina normal, fazem as refeições juntas e durante o dia as crianças jogam no computador e assistem a filmes.

O acesso a TV, no entanto, é limitado, disse o advogado.

"Eles não têm qualquer acesso à mídia, porque se virem o que está sendo noticiado, não entenderiam o mundo e, por enquanto, eles precisam de tempo para eles."

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