Austrália lamenta caça de baleias após japoneses matarem 551 animais

Sydney (Austrália), 15 abr (EFE).- O Governo da Austrália lamentou hoje a morte das 551 baleias caçadas por navios japoneses na Antártida e afirmou que continuará com seus esforços para evitar que isto aconteça.

EFE |

Os ministros de Exteriores, Stephen Smith, e do Meio Ambiente, Peter Garrett, declararam através de comunicado que "a visão da Austrália continua sendo que não há nenhuma justificativa científica para a caça de baleias".

Em nota oficial os ministros acrescentaram que "o objetivo do Governo (australiano) continua sendo o fim da caça às baleias por japoneses em águas do sul".

Os ministros destacaram que para conseguir a proibição manterão conversas bilaterais com o Japão e colocarão em discussão novamente o assunto na reunião da International Whaling Commission (Comissão Baleeira Internacional, em tradução livre) em junho.

O comunicado também fala da satisfação do Governo da Austrália pelo fato de o Japão não ter caçado baleias jubarte e baleias fin.

A Polícia Federal australiana continua investigando os incidentes em que participaram os membros do grupo ecológico Sea Shepherd, que obstruíram o trabalho dos navios da frota baleeira e os obrigaram a suspender suas atividades durante um mês.

Em junho do ano passado, a International Whaling Commission solicitou ao Japão que interrompesse seu programa de "capturas com fins científicos", após resolução não vinculativa apoiada pela Austrália, um dos países que se opõe ao plano com maior insistência.

A Comissão ratificou a interrupção vigente desde 1986 contra a caça de baleias com fins comerciais, apesar das pressões japonesas para que se abra exceção para a pesca de pequena escala.

A Noruega é o único país do mundo que permite a pesca comercial de cetáceos, mas Japão e Islândia caçam mais de duas mil baleias por ano alegando fins "científicos", justificativa considerada pelas organizações ambientalistas como uma forma encoberta de caça comercial. EFE mg/rr/fal

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