Austrália: juiz acusa universidade de promover pensamentos de Bin Laden

Sydney - Um juiz do Estado de Queensland, no nordeste da Austrália, acusou a Universidade Griffith, na mesma região, de promover os pensamentos de Osama bin Laden em suas salas de aula, informou hoje o jornal local The Australian.

EFE |

Segundo o magistrado Clive Wall, esta instituição se transformou em um intermediário usado pela Embaixada da Arábia Saudita para difundir o "islamismo extremo".

"A Universidade Griffith está funcionando como um madraçal - escolas muçulmanas de estudos superiores - no Paquistão que recebe fundos da Arábia Saudita", advertiu.

O juiz disse que a instituição pediu à Embaixada saudita quase US$ 1,5 milhão para seu departamento de pesquisa islâmica, e seus representantes prometeram ao embaixador manter em segredo certos pontos controvertidos do acordo.

Por este motivo, Wall sustenta que esta universidade está se transformando em um "fantoche" do país árabe e em um agente que "promove a intolerante marca do Islã".

O juiz acrescentou que os "sauditas não são altruístas, e dão dinheiro porque querem algo a mais".

A Universidade Griffith é uma instituição pública situada entre Brisbane e Gold Coast, que em 2007 contava com mais de 37 mil alunos matriculados.

O responsável da unidade de pesquisa de estudos islâmicos Mohammed Abdallah rejeitou as acusações de que os fundos sauditas serão usados para promover o wahhabismo (estrita interpretação islâmica predominante na Arábia Saudita).

Mohammed Abdallah afirma que se opõe ao extremismo ideológico e é partidário de um Islã "moderado".

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