Austrália investe US$ 80,74 milhões para armazenar gases do efeito estufa

Sydney (Austrália), 19 set (EFE) - O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, anunciou hoje que o país investirá 100 milhões de dólares australianos (US$ 80,74 milhões) anuais para a criação de um instituto internacional dedicado a criar tecnologia para capturar e armazenar gases do efeito estufa.

EFE |

Em declarações aos jornalistas em Canberra, Rudd afirmou que explicará os detalhes do projeto na próxima semana durante uma apresentação na reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York.

O primeiro-ministro prevê que o centro começará a funcionar em janeiro, mas não disse onde o mesmo será localizado.

O centro verificará tecnologias que permitam às fábricas e centrais energéticas capturar as emissões de gases e injetá-las no subsolo.

O chefe do Governo australiano ressaltou que o futuro instituto ajudará o Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) a cumprir o compromisso de ter 20 fábricas de armazenamento de CO2 até 2020.

"Queremos que este instituto para o armazenamento de gases na Austrália sirva para conseguir centrais energéticas de carvão limpas", disse Rudd.

O governante informou que a captura de gases poderia chegar, em 2050, até 9,9 milhões de toneladas, o que representa cerca de 20% da redução de CO2 necessária para deixar sua presença na atmosfera em 450 ppm (partes por milhão).

Este é o nível que muitos cientistas consideram o mínimo necessário para deter o aquecimento global.

A Austrália, que ratificou o Protocolo de Kioto este ano, depois que os trabalhistas ganharam as eleições gerais, é um dos países que mais emitem dióxido de carbono. EFE aus/fh/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG