O vasto deserto australiano na Planície de Nullarbor já era famoso como palco de uma das viagens de carro mais duras do mundo. Agora ele também vai abrigar o maior campo de golfe do mundo.

O jogo no campo de 18 buracos espalhados por uma extensão de 1.365 quilômetros de terreno desértico pode levar mais de uma semana para ser completado.

A extensão é pouco menor do que a distância entre Brasília e Curitiba e maior do que a extensão total da Grã-Bretanha.

O campo favorece os motoristas pacientes, já que a maior parte do tempo é passada atrás do volante, entre um buraco e outro.

Muitos deles estão separados por distâncias de até 100 quilômetros.

O campo é tão longo que está separado em dois Estados australianos e tem dois fusos horários diferentes.

Fauna
Ao longo de todo o percurso, é possível ver os sinais que advertem para a eventual presença de animais como cangurus e vombates pelo caminho.

A fauna da Planície de Nullarbor, aliás, é uma das grandes atrações do campo.

Os buracos do campo foram batizados com nomes com referências à fauna e à paisagem do deserto australiano.

A área do quarto buraco, de Nundroo, é conhecida por ter a maior população de vombates-de-nariz-peludo da Austrália.

No buraco de Dingo Den, há um corvo que gosta de roubar bolas de golfe perdidas.

Também não se deve menosprezar os dingos (cães selvagens australianos), que vêm se aventurando entre as bolas.

Jogar no campo da Planície de Nullarbor é quase como um "safari do golfe".

A ideia para a criação do campo foi de um grupo de comerciantes locais, que queria algo para fazer os motoristas que cruzam a região passar mais tempo nas localidades pelo caminho.

Eles esperam agora que o campo se torne também uma atração turística.

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