Austrália é primeiro país do G20 a aumentar taxa de juros após crise

A Austrália se tornou o primeiro país do G20 a aumentar sua taxa de juros desde o início da crise econômica mundial, ao elevar a taxa de 3% para 3,25% nesta terça-feira, em mais um sinal da recuperação da economia global. Em um comunicado, o presidente do Banco Central australiano, Glenn Stevens, disse que as condições econômicas do país têm sido mais fortes do que o esperado.

BBC Brasil |

A economia australiana foi a única entre as nações desenvolvidas a crescer na primeira metade de 2009.

A Austrália também conseguiu evitar uma recessão, registrando uma contração apenas no último trimestre de 2008.

O governo ajudou a economia do país com um grande pacote de estímulo de consumo, que incluiu programas de distribuição de dinheiro a aposentados e a famílias de baixa renda, e vários projetos de infra-estrutura.

O pacote da ordem de US$ 35 bilhões contribuiu para que a economia australiana crescesse 0,4% no primeiro trimestre deste ano e 0,6% no segundo - uma recuperação em relação à contração de 0,5% entre outubro e dezembro de 2008.

Desafios
Mas o ministro das Finanças da Austrália, Wayne Swan, disse não estar pronto para declarar que o fim dos problemas do país.

"Ainda há desafios. Ainda precisamos manter nossas políticas fiscal e monetária em expansão. As duas precisam trabalhar lado a lado", afirmou.

Antes do início da crise, em setembro do ano passado, a taxa de juros australiana era de 7%.

A situação econômica da Austrália não é representativa das outras economias desenvolvidas. Muitos países sofreram quedas bem mais acentuadas em sua atividade econômica e tiveram que reduzir suas taxas de juros - às vezes para perto de zero, como foi o caso dos Estados Unidos e do Japão.

Há sinais de recuperação econômica em vários países desenvolvidos, mas os bancos centrais continuam cautelosos em relação a aumentar as taxas de juros.

No Brasil, segundo o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central, a previsão de analistas financeiros é de que a taxa de juros termine o próximo ano em 9,75% ao ano, acima dos 9,5% estimados na semana passada.

Na sua última reunião, em setembro, o Banco Central manteve a taxa inalterada em 8,75% ao ano, a mais baixa desde novembro de 1997.

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