Austrália completa a retirada de suas tropas do Iraque

Sydney (Austrália) - A Austrália retirou suas tropas do Iraque antes do final oficial da operação Catalyst, marcada para esta sexta-feira, por meio da qual o Exército australiano contribuiu para a força multinacional dirigida pelos Estados Unidos.

EFE |

De acordo com o relatado hoje à Agência Efe por um porta-voz do Ministério da Defesa australiano, os últimos 45 soldados da Austrália que permaneciam no Iraque deixaram o país aos poucos.

Desde o começo da invasão, em 20 de março de 2003, 14 mil militares australianos passaram pelo país e treinaram cerca de 30 mil soldados iraquianos, entre outras tarefas. Desde então, nenhum soldado da Austrália morreu no Iraque.

A retirada da participação australiana começou em junho de 2008 com uma modesta cerimônia em Camp Terendak, a base aérea administrada pelos EUA na cidade iraquiana de Tallil.

Joel Fitzgibbon, ex-ministro da Defesa australiano, disse então que a retirada marcava o final da presença de tropas de combate australianas no Iraque, uma promessa feita pelos trabalhistas nas eleições de novembro de 2007.

O fim desta operação não afeta os 100 militares australianos destacados em Bagdá sob a operação Kruger, que tem como objetivo dar segurança à Embaixada e a seu pessoal, assim como os dois oficiais que servem na missão de assistência da ONU dentro da operação Riverbank.

Em 20 de março de 2003, o Governo de John Howard, firme aliado do então presidente americano George W. Bush, enviou tropas para invadir o Iraque, contra a opinião da maioria da população australiana.

Apesar da retirada do Iraque, as tropas australianas permanecerão no Afeganistão, onde 11 militares da Austrália já morreram desde 2002.

Cerca de 1.500 militares australianos estão em terras afegãs.

Além disso, 830 membros das Forças Armadas protegem o trânsito marítimo dos ataques piratas nas águas do Golfo de Áden, entre Iêmen e Somália.

A intervenção armada no Iraque e a relação da Austrália com os EUA foram assuntos de destaque na campanha eleitoral de 2007, apesar dos esforços do líder trabalhista e atual primeiro-ministro, Kevin Rudd, e o então chefe de Governo liberal, John Howard, para minimizar a importância do tema.

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