Por Esteban Israel HAVANA (Reuters) - Cuba celebrará nesta quinta-feira o 50o aniversário da sua revolução, com o comandante Fidel Castro doente e com a austeridade que impõe a crise financeira global a uma economia já afetada pelos furacões que atingiram a ilha recentemente.

Como há meio século, a ação se dará em Santiago de Cuba, a primeira cidade liberada pelos rebeldes, onde Fidel anunciou na noite de 1o de janeiro de 1959 a queda de Fulgencio Batista.

"Um novo aniversário do triunfo glorioso de janeiro de 1959 se aproxima, e todo o nosso povo se prepara para celebrar", disseram os Comitês de Defesa da Revolução, as células de bairros do Partido Comunista, numa nota publicada no jornal oficial Granma.

Nada indica que Fidel, aos 82 anos, protagonista dos últimos 50 anos da história cubana, longe do poder desde que adoeceu em julho de 2006, aparecerá ao público.

Será Raúl Castro, de 77 anos, também guerrilheiro em Sierra Maestra, que substituiu o irmão Fidel neste ano como presidente, que vai discursar em Santiago de Cuba, 870 km ao leste da capital Havana.

Os simpatizantes da revolução dizem que Cuba mudou radicalmente desde o primeiro dia do ano de 1959. O sistema socialista de Fidel trouxe igualdade de oportunidades, educação e saúde gratuitas e universais.

Para os críticos, o preço para isso foi um sistema que não tolera oposição e suspendeu direitos dos seus 11 milhões de habitantes.

O aniversário de 50 anos da revolução se dá três semanas antes da posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, o primeiro disposto a conversar com Cuba depois de cinco décadas de hostilidades, mas sem levantar o bloqueio comercial que, segundo os cubanos, é culpado por muitos dos problemas da ilha.

(Reportagem de Esteban Israel)

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