Ausência de corredor humanitário atrapalha chegada de ajuda à Ossétia do Sul

GENEBRA - A ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disseram hoje que não têm acesso à Ossétia do Sul, onde forças da Geórgia e da Rússia se enfrentam há cinco dias, e que suas reiteradas reivindicações para que se abra um corredor humanitário até a região conflituosa não foram atendidas.

EFE |

"Estamos preocupados porque não podemos chegar à Ossétia do Sul.

Desde sexta-feira, pedimos um acesso seguro e sem restrições a todas as áreas afetadas pelo conflito", declarou a porta-voz do CICV, Anna Nelson.

"Temos presença na Geórgia e na Ossétia do Norte (Rússia), mas não temos possibilidade de nos movimentarmos na Ossétia do Sul", afirmou.

Anna garantiu que sua organização também pediu para ter acesso a todos os presos por ambas as partes no conflito.

Por enquanto, seus delegados puderam ver dois pilotos russos capturados por forças georgianas, que "estão bem", e puderam enviar mensagens às suas famílias através do CICV.

Anna disse que hoje chegará a Tbilisi um avião de sua organização com 16 toneladas de material médico para atender a 20 mil pessoas.

O CICV pediu nesta segunda à comunidade internacional US$ 7,4 milhões para poder dar assistência humanitária a 50 mil vítimas do conflito.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que, segundo os últimos dados dos Governos de Rússia e Geórgia, os deslocados pelos combates já seriam cerca de 100 mil.

O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha) reiterou seu apelo "a todas as partes deste conflito para que permitam às organizações humanitárias terem acesso sem nenhuma restrição à população, às pessoas feridas e a todos aqueles que necessitam de ajuda".

A porta-voz do Ocha, Elisabeth Byrs, disse que a ONU também pediu "que deixe os médicos e as ambulâncias se ocuparem dos mortos e dos feridos".

Da mesma forma, "solicitamos dois corredores humanitários, um para o norte e outro para o sul, que permitam às pessoas abandonar as áreas de conflito, o que não foi feito na prática", destacou.

O responsável do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a Europa central e oriental, Gordon Alexander, disse que a criação desse corredor para encaminhar a ajuda "é uma questão crítica".

Gordon também afirmou que é fundamental atender às pessoas que estão fugindo das regiões de combate, muitas das quais são crianças que chegam sozinhas a outros lugares.

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