Ausência da Geórgia em negociações que incluam separatistas preocupa Rússia

São Petersburgo (Rússia), 28 out (EFE).- A Rússia expressou hoje sua preocupação pela intenção da Geórgia de não participar das negociações em Genebra sobre a segurança no Cáucaso se delas participarem representantes da Abkházia e da Ossétia do Sul.

EFE |

"Seria lamentável que a Geórgia realmente renunciasse a participar das consultas em Genebra caso assistam representantes da Abkházia e Ossétia do Sul", declarou o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, após reunião do Conselho de cooperação permanente entre União Européia (UE) e Rússia.

Segundo o ministro, "soa como um desafio direto a todos aqueles que se preocupam sinceramente em garantir a segurança na região".

Além disso, a Rússia se mostrou contrária a que doações internacionais à Geórgia no valor de US$ 4,6 bilhões de dólares sejam utilizadas para rearmar o Exército do país, com que teve recente conflito.

"Não queremos que essa ajuda seja utilizada para rearmar o Exército georgiano e sirva de tentação para suscitar uma 'nova aventura'. Espero que todos entendam isto", declarou o ministro, citado pelas agências russas.

Lavrov ressaltou "a importância da transparência nos procedimentos e mecanismos de entrega da ajuda prometida à Geórgia durante a conferência de doadores" realizada na semana passada em Bruxelas.

O ministro mostrou, além disso, sua esperança de que as consultas em Genebra, em 18 de novembro, sejam mais efetivas do que as da reunião anterior, no dia 15 deste mês.

O ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, reconheceu que a UE não prestou atenção nos últimos anos à situação no Cáucaso.

"Se olharmos para dez anos atrás, ou inclusive mais, podemos nos culpar por não termos prestado a atenção suficiente", declarou.

Além disso, mostrou-se esperançoso de que na segunda rodada de consultas, os participantes acordem todas as questões de procedimento.

Ao mesmo tempo, classificou a primeira rodada de consultas de "meio bem-sucedidas e meio milagrosas" e acrescentou que "em relação ao que se esperava, tudo foi muito bem, embora insuficiente".

"Espero que em 18 de novembro as dificuldades de procedimento sejam resolvidas e as partes comecem a dialogar", ressaltou.

Por outra parte, assinalou que "os observadores da UE desempenham suas funções da melhor maneira e com grande profissionalismo em um contexto difícil, por não dizer hostil".

Acrescentou que, se a situação exigir, a UE poderia mudar ou reforçar sua missão de observadores nas zonas adjacentes à Ossétia do Sul. EFE ak-egw/jp

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