Aumento no preço de combustíveis causa protestos na Bolívia

Principais cidades do país enfrentaram greves no sistema de transporte, feitas em retaliação ao anúncio no domingo

BBC Brasil |

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As principais cidades da Bolívia enfrentaram nesta quinta-feira protestos e greves no sistema de transporte, após o governo ter anunciado um aumento no preço dos combustíveis.

Em El Alto e Cochabamba caminhões bloquearam o trânsito nas vias que dão acesso às cidades.

Divulgada pelo presidente Evo Morales no domingo, a medida determina um reajuste de 72% para a gasolina e de 83% para o diesel. O anúncio gerou rumores de que haveria confisco de poupanças, provocando corrida aos bancos do país.

AP
Em El Alto, carro foi queimado em protesto contra aumento de 72% no preço da gasolina e 83% no preço do diesel na Bolívia
Segundo a Agência Boliviana de Informação, o Banco Central divulgou um comunicado dizendo que supostas medidas de desvalorização da moeda nacional e congelamento dos depósitos bancários são “rumores infundados”. Na nota, o banco afirma que a situação financeira do país é estável e que a autoridade monetária possui níveis “históricos” de reservas internacionais, com US$ 9,8 bilhões.

Reajuste no mínimo

Após o anúncio, Morales afirmou que em 2011 aumentará em 20% o valor do salário mínimo, assim como o valor dos benefícios para crianças e idosos de famílias carentes. “Vamos melhorar, gradativamente, o benefício ‘Juancito Pinto’ para as crianças em idade escolar e também a renda para os idosos”, disse.

Em discurso exibido em rede nacional, Morales disse ainda que “não existe nada disso de corralito” no país, em referência ao congelamento ou confisco das contas bancárias.

Nesta quinta-feira, moradores de El Alto apedrejaram o edifício onde funciona o governo local – o prefeito Edgar Patana é do mesmo partido que Evo Morales, o MAS (Movimento ao Socialismo).

O protesto foi mostrado pelas emissoras de televisão locais e, segundo a agência Red Erbol, seria uma manifestação contra o chamado “gasolinaço” (ajuste nos preços dos combustíveis). O ministro de governo, Sacha Llorenti, disse que os protestos são “um direito, mas o bloqueio de estradas é uma provocação de pequenos grupos” de bolivianos.

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