Aumento de seguidores de Stálin põe russos em alerta

Moscou, 5 mar (EFE).- Defensores dos direitos humanos na Rússia se mostraram preocupados com a simpatia que ainda desperta em muitos russos a figura do ditador soviético Josef Stálin, que morreu há exatos 56 anos, e chegaram a pedir um programa de desestalinização.

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"Enquanto não existir um reconhecimento geral da brutalidade colossal, da extrema imoralidade do regime stalinista e de suas trágicas consequências, não poderemos nos desenvolver com normalidade", disse Liudmila Alexeyeva, líder do Grupo Helsinque de Moscou, citada pela agência de notícias "Interfax".

A ativista propôs a aprovação de um programa estatal de "desestalinização" para que ainda mais gente saiba da verdade acerca do terror político e das repressões na União Soviética.

"Deveria ser um programa estatal, já que a sociedade por si própria não pode superar este problema", afirmou.

Segundo ela, "os dados dos sociólogos são preocupantes" e "a popularidade de Stálin aumenta entre os jovens, que não sabem como foram esses tempos".

Arseni Roguinski, líder da organização pró-direitos humanos Memorial, disse que "existe uma tendência a limpar a imagem de Stálin", o que qualificou de "perigoso".

Para ele, até o momento a sociedade russa não compreendeu a dimensão das repressões stalinistas.

"A população as vê como desgraça incompreensível. Em nosso país não existe uma memória nacional, nossa memória está fragmentada", declarou.

Como todos os anos, os dirigentes do Partido Comunista da Rússia depositam flores na base da estátua de Stalin, situada junto ao mausoléu de Vladimir Lênin, na Praça Vermelha de Moscou. EFE egw/rr

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