Aumento de locais sem cigarro muda comportamento de fumantes, diz estudo

(embargada até 20h de Brasília) Paris, 29 jun (EFE).- A multiplicação dos espaços sem fumaça graças às políticas de luta contra o tabagismo também tem efeito benéfico sobre o comportamento e a saúde dos fumantes, segundo um relatório de especialistas ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS).

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De acordo com um estudo publicado hoje pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIPC), os benefícios para a saúde dos fumantes serão mais duradouros à medida que as políticas contra o fumo integrarem uma estratégia global contra o tabagismo.

Proibir o fumo no trabalho ajuda a diminuir o tabagismo entre os adultos, já que os fumantes acendem menos cigarros, segundo os pesquisadores do CIPC, que enfatizam que as leis também reduzem o consumo entre os jovens e a incidência de problemas cardíacos.

Além disso, todas essas políticas têm diminuído sensivelmente a exposição dos fumantes passivos à fumaça e às suas conseqüências.

Mas os autores do estudo, dirigido por John Pierce, da Universidade de San Diego (Estados Unidos), e Maria Leon, da equipe de tabagismo e câncer do CIPC, vão além ao afirmar que "as políticas antitabaco não diminuem a prática em bares e restaurantes".

No entanto, os pesquisadores foram menos categóricos na hora de avaliar a redução do câncer de pulmão, isso por que não há como fazer uma relação direta a curto e médio prazo entre a menor exposição a um agente cancerígeno como a fumaça dos cigarros e a queda no número de diagnósticos da doença.

O diretor do CIPC, Peter Boyle, também lembrou que, atualmente, "o tabagismo é a principal causa evitável de mortes prematuras por doença crônica nos países de renda elevada".

Cálculos indicam que, no mundo todo, 450 milhões de pessoas morrerão por causa do tabagismo até 2050.

"A prioridade para reduzir este número é impedir que os fumantes atuais fumem. As provas da eficácia das políticas contra o tabaco fornecidas por esta avaliação deveriam levar a uma aplicação mais generalizada", destacou Boyle. EFE ac/bm/sc

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