O salto em abril do número de soldados americanos mortos no Iraque, que chegou a 45, o mais elevado desde setembro de 2007, não mostra um agravamento da situação, afirmou nesta quarta-feira um oficial americano.

"Apesar desse triste aumento de vítimas, não acredito que, necessariamente, indique uma mudança maior no ambiente operacional", disse o general Carter Ham, responsável de operações do Estado-Maior conjunto americano.

"Quando aumenta o nível de confrontos, então, lamentavelmente, o número de vítimas tende a crescer".

O número de soldados americanos mortos cresceu em abril devido ao recrudescimento dos choques com as milícias xiitas no Iraque, mas "não acredito que esse aumento, de apenas um mês, deva ser interpretado como uma mudança de cenário", destacou Ham.

No total, 4.061 militares americanos já morreram no Iraque desde o início da invasão, em março de 2003, segundo balanço estabelecido pela AFP.

O governo em Bagdá informou hoje que pelo menos 1.073 iraquianos foram mortos em abril no Iraque, a maioria em combates entre milícias xiitas e forças de segurança.

Segundo os números dos Ministérios do Interior, da Defesa e da Saúde, 966 civis, 38 soldados e 69 policiais iraquianos foram mortos em abril.

De acordo com esses números, 1.745 civis, 104 militares e 159 policiais foram feridos durante o mesmo mês.

Em abril, os combates se concentraram em Sadr City, o bastião xiita no nordeste de Bagdá, onde as milícias do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr enfrentam as tropas regulares iraquianas e unidades militares americanas.

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