Os ataques insurgentes no Afeganistão alcançaram níveis recordes em 2008, com centenas de civis mortos, entre eles 19 funcionários de organizações não governamentais (ONG), o que dificulta a ajuda ao desenvolvimento, consideraram as ONGs nesta sexta-feira.

A insegurança se estende a regiões antes seguras e às ONGs se vêem obrigadas a reduzir o volume da ajuda fornecida, enquanto a seca e o aumento dos preços dos alimentos deixam milhões de pessoas em dificuldades, segundo a ACBAR, agência de coordenação da ajuda ao Afeganistão.

"Neste ano, o número de ataques insurgentes, atentados e outros atos violentos subiu 50% em relação ao mesmo período do ano passado", que havia batido um recorde desde a queda dos talibãs no final de 2001, indicou a ACBAR em um comunicado.

"Este ano, 2.500 pessoas perderam a vida em atos de violência, segundo nossas informações, entre eles mil civis, embora os números precisos ainda não estejam disponíveis", segundo a ACBAR, que coordena as atividades de cerca de cem organizações de ajuda ao desenvolvimento, entre as quais estão a Oxfam, a CARE, o Socorro Islâmico e a Save the Children.

Além disso, "as ONGs foram alvo de ataques cada vez mais freqüentes, ameaças e intimidações por parte de insurgentes e grupos criminosos", indicou a ACBAR.

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