Aumento da gripe suína na Austrália pode levar OMS a declarar pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o rápido aumento no número de casos de gripe suína na Austrália pode levar a instituição a declarar oficialmente uma pandemia global. Se isso ocorrer, será oficialmente a primeira pandemia desde 1968, quando um surto de gripe provocada pelo vírus H3N2 matou até um milhão de pessoas em todo o mundo.

BBC Brasil |

Atualmente, o nível de alerta da OMS para a gripe suína está na fase 5, em uma escala que vai até 6. Para que este alerta seja elevado, as autoridades apenas precisam da confirmação da transmissão entre humanos fora da América do Norte em larga escala, onde o atual surto começou.

Há menos de um mês, a Austrália apresentava alguns casos da doença. Mas em apenas uma semana, o número de doentes quadruplicou, e agora passa dos 1,2 mil - o maior índice de pessoas infectadas fora da América do Norte.

Sintomas leves
Na maioria dos casos na Austrália, no entanto, os pacientes apresentam sintomas leves, e não houve mortes.

Mesmo assim, autoridades australianas alertaram que será "inevitável" que a gripe suína deixe vítimas fatais no país.

O Estado de Victoria e sua capital, Melbourne, são as áreas mais atingidas, com mais de mil casos confirmados.

Autoridades dos Estados de Austrália do Sul, onde fica Adelaide, e de Nova Gales do Sul, onde ficam Sydney e a capital australiana, Canberra, deram ordens para que crianças que tenham ido à região de Melbourne não compareçam à escola durante uma semana após a viagem.

No Estado de Queensland, todos os jogadores e membros da comissão técnica da equipe de rugby Brisbane Broncos foram colocados em quarentena, depois que um deles apresentou resultado positivo para um exame de detecção do vírus H1N1, causador da gripe suína.

O governo de Cingapura também está alertando a população a não viajar para Victoria.

Segundo a OMS, até o dia 8 de junho, foram confirmados 25.288 casos da doença em 73 países. O número total de mortes é de 139, em seis países. O Brasil tem 35 casos confirmados.

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