Aumentam protestos no mundo árabe contra ofensiva de Israel em Gaza

Do Egito ao Iraque, milhares de pessoas foram às ruas, neste domingo, no mundo árabe, para protestar contra a sangrenta ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

AFP |

Uma manifestação na ocupada Cisjordânia, que degenerou em confrontos entre os participantes e a polícia, deixou um palestino morto.

Na cidade iraquiana de Mossul (norte), a marcha também terminou em sangue, quando um terrorista suicida de bicicleta se matou no meio da multidão. Houve um morto e 16 feridos, informou a polícia.

Pelo menos 8.000 pessoas protestaram na cidade egípcia de Assiut, no sul. No Cairo e em Alexandria, o número de manifestantes foi de 4.000 em cada uma delas.

Em Damasco, bandeiras israelenses e americanas foram queimadas durante um protesto que também reuniu milhares de pessoas.

Bandeiras israelenses também arderam em Amã, onde centenas de pessoas pediram o fechamento da embaixada israelense na capital jordaniana.

Egito e Jordânia são os únicos países árabes que firmaram acordos de paz com Israel.

Em Beirute, a embaixada egípcia foi atacada com pedras. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

O Egito é criticado em alguns países árabes por sua rejeição a abrir sua fronteira com Gaza para permitir a entrada de produtos básicos, ou a saída de civis que queiram fugir da zona de conflito.

Em Sanaa, milhares de iemenitas marcharam em um protesto convocado pelo partido no poder e pela oposição.

"Quanto tempo vai durar o silêncio? Árabes, acordem!", dizia um cartaz.

No Barein, mais de 2.000 pessoas foram às ruas, gritando palavras de ordem contra Israel e criticando os governos árabes, sobretudo, o Egito.

"(Hosni) Mubarak, você envergonha os árabes", gritavam os manifestantes, referindo-se ao presidente egípcio.

Os governos da região prometeram enviar produtos básicos para a empobrecida população de 1,5 milhão da Faixa de Gaza, sujeita a um asfixiante bloqueio de Israel desde que o Hamas tomou o poder, à força, em junho de 2007. Jordânia, Líbia e países não árabes, como Grécia e Irã, também prometeram enviar ajuda.

akh/tt

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