Aumentam protestos contra visita de Ahmadinejad ao Brasil

Rio de Janeiro, 3 mai (EFE).- Centenas de pessoas, na maioria judeus e homossexuais, reuniram-se hoje na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, para protestar contra a visita desta semana ao Brasil do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, conhecido por declarações homófobas e antissemitas.

EFE |

Os manifestantes exibiram em camisetas e cartazes seu repúdio à primeira visita oficial do chefe de Estado iraniano, que se encontrará na quarta-feira, em Brasília, com presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por quem foi pessoalmente convidado, em novembro do ano passado, a visitar o Brasil.

Em São Paulo, a comunidade judaica também convocou hoje uma concentração para protestar contra a recepção oficial a Ahmadinejad, que põe em dúvida o Holocausto e nega o direito de Israel a existir.

As passeatas contra de Ahmadinejad começaram na semana passada, coincidindo com o dia de lembrança às vítimas do Holocausto.

Os maiores protestos devem acontecer em Brasília, coincidindo com a chegada do presidente do Irã, que durante a Conferência, há cerca de um mês, sobre racismo de Genebra acusou Israel de "regime racismo" e de usar o usar politicamente o Holocausto.

Somente na semana passada, o Governo brasileiro criticou o discurso do Presidente iraniano.

Durante a cúpula, no entanto, a delegação brasileira permaneceu no auditório enquanto Ahmadinejad discursava, enquanto dezenas de delegações, em especial as europeias, deixaram o plenário em protesto.

A omissão da delegação brasileira nesta reunião foi duramente criticada pelo Centro Cultural Israel-Brasil.

A Chancelaria brasileira alegou, em nota, que vai aproveitar a visita de Ahmadinejad para reiterar as opiniões do Governo brasileiro nesses temas.

Além do Holocausto, Ahmadinejad negou, em 2007, que houvesse homossexuais no Irã, de onde muitos gays fogem, por serem considerados criminosos, sujeitos a prisão.

Durante palestra na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ele disse que "nós não temos homossexuais como em seu país (EUA).

Nós não temos isto em nosso país. Não temos este fenômeno".

Os protestos contra Ahmadinejad, porém, nem se comparam aos que ocorreram no Brasil há dois anos contra a visita de George W. Bush, então presidente nos Estados Unidos, que lutaram contra o Holocausto e onde não é crime ser gay. EFE mp/jp

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