Aumenta risco de epidemia global de gripe

Por Catherine Bremer CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O medo de uma pandemia global de gripe suína aumentou neste domingo com a notícia de novas infecções nos Estados Unidos e no Canadá. Enquanto isso, no México, milhões de pessoas ficaram em casa para evitar o vírus, que já matou pelo menos 81 pessoas.

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Ainda que as mortes só tenham ocorrido no México, há 20 casos confirmados nos Estados Unidos, seis no Canadá e suspeitas na Europa e na Nova Zelândia.

O presidente mexicano Felipe Calderón afirmou que a maioria das cerca de 1.300 pessoas com suspeita de terem sido infectadas já recebeu alta médica. Segundo ele, mais de 900 pessoas já foram declaradas saudáveis, e aproximadamente 400 ainda eram examinadas em hospitais.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, confirmou que oito estudantes foram contaminados pelo vírus da gripe suína, mas disse que os casos são moderados e que a doença não parecia estar se espalhando rapidamente para a população em geral.

Doze casos foram confirmados na Califórnia, Kansas, Texas e Ohio, e a secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, afirmou que o governo declarou estado de emergência sanitária.

No Canadá, os primeiros casos foram confirmados em lados opostos do país. Dois estão na província ocidental de Columbia Britânica e quatro na província atlântica de Nova Escócia.

Na Nova Zelândia, 10 estudantes que viajaram ao México eram examinados após mostrarem sintomas da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a gripe "uma emergência sanitária pública de preocupação internacional" que poderia se tornar uma pandemia --epidemia global de alguma doença séria.

Caso isso acontecesse, a economia global --que já sofre a pior recessão em décadas-- sofreria um importante abalo, avaliado em trilhões de dólares por alguns especialistas.

Em 1968, a pandemia de gripe de "Hong Kong" matou cerca de 1 milhão de pessoas em todo o mundo.

A Cidade do México, uma das maiores cidades do mundo, praticamente parou neste domingo. Restaurantes, cinemas e igrejas fecharam, e milhões de pessoas ficaram em casa.

A Igreja pedia aos fieis para acompanharem as orações de domingo pela televisão, e algumas pessoas até abandonaram a cidade de cerca de 20 milhões de pessoas.

(Reportagem adicional de Stephanie Nebehay em Genebra, Maggie Fox em Washington e Mica Rosenberg e Michael O'Boyle na Cidade do México)

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