Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se reunirá hoje com dirigentes de seu partido, Kadima, para estudar a conveniência de convocar eleições internas na legenda, a fim de evitar um pleito antecipado no país.

A reunião ocorrerá um dia depois de os grupos políticos israelenses ameaçarem Olmert com a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas, caso o Kadima não anuncie até a próxima semana que elegerá um novo líder.

O chefe de governo se encontra na corda bamba desde o último dia 27, quando a principal testemunha em um caso no qual é acusado de corrupção, o empresário Morris Talansky, assegurou ter entregue a Olmert envelopes com dinheiro para suas despesas pessoais.

O ministro da Defesa e líder trabalhista Ehud Barak, e a titular de Assuntos Exteriores Tzipi Livni, lhe pediram então que renunciasse ou convocasse eleições internas no Kadima.

Olmert analisará hoje esta última possibilidade com Tzachi Hanegbi, presidente do comitê de assuntos internos do Kadima, e com Eli Aflalo, chefe do grupo parlamentar.

Ontem, a maior força opositora do país, o Likud, anunciou que pedirá na próxima quarta-feira, perante o plenário do Parlamento, a dissolução da Câmara para forçar a convocação de eleições no país.

Tanto o Partido Trabalhista quanto o fundamentalista religioso sefardita Shas, ambos integrantes da coalizão de governo, anunciaram seu apoio ao pedido do Likud.

O partido pacifista de esquerda Meretz também disse que apoiará a dissolução do Parlamento, caso o Kadima não eleja antes um novo líder.

Olmert tenta a todo custo atrasar a decisão de convocar eleições internas até que Talansky seja interrogado no próximo dia 17, pois está convencido de que tudo se esclarecerá a seu favor, segundo fontes próximas ao primeiro-ministro citadas pelo jornal israelense "Ha'aretz".

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