Aumenta pressão para que Brown deixe liderança do Partido Trabalhista

Londres, 13 set (EFE).- A vice-presidente do Partido Trabalhista Joan Ryan se uniu hoje às vozes que, dentro da legenda, questionam a liderança do atual primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

EFE |

Em declarações à "BBC", Ryan incentivou várias pessoas a desafiarem Brown se candidatando no congresso anual do partido, que acontece de 20 a 24 de setembro, em Manchester.

Ryan se inclui em um grupo de deputados que escreveu ao Governo pedindo-lhe que emita os formulários necessários para a formalização de candidaturas com vistas ao congresso.

Ontem, uma parlamentar que assinou a mesma solicitação e era encarregada da disciplina no partido, Siobhain McDonagh, foi dispensada do cargo por estimular correligionários a desafiar o atual líder.

McDonagh foi o primeiro membro do Partido Trabalhista a sugerir publicamente uma disputa pela liderança da legenda.

Assim como sua colega, Ryan destacou hoje que essa convocação não é parte de "uma conspiração ou complô" contra Brown, mas uma medida para estimular um debate sobre a direção do partido, que vai mal nas pesquisas.

Por outro lado, vários ex-funcionários do Governo, entre eles a ex-ministra da Saúde Patricia Hewitt, ressaltaram neste sábado, em artigo publicado pela revista trabalhista "Progress", a importância de "uma nova narrativa convincente" para evitar o desastre dos trabalhistas nas próximas eleições legislativas.

Apesar do aumento da pressão interna às vésperas do congresso, o ministro de Infância, Escolas e Famílias, Ed Balls, afirmou hoje que "são mínimas as chances" de Brown perder o cargo de líder da legenda antes das eleições gerais, que podem acontecer até 2010. EFE jm/sc

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