Aumenta o apoio de latino-americanos à democracia

Santiago do Chile, 14 nov (EFE).- O apoio dos latino-americanos ao sistema democrático aumentou e já supera 50%, mas também existe a crítica a forma como funciona na prática, segundo os resultados do Latinobarómetro 2008, divulgado hoje em Santiago do Chile.

EFE |

Segundo a pesquisa, realizada em 18 países da região, a maioria dos latino-americanos se consideram moderados no âmbito político, aspiram ter líderes firmes e querem que o Estado resolva seus problemas.

O Latinobarómetro foi aplicado entre 1º de setembro e 11 de outubro e incluiu 20.204 entrevistas, com uma mostra em cada país representativa de 100% da população e uma margem de erro de 3%.

Segundo Marta Lagos, diretora do Latinobarómetro, o aumento do apoio à democracia e suas instituições se explica, em boa parte, pelos cinco anos consecutivos de crescimento econômico registrados pela região, fator que também explica as queixas, pois o povo tem expectativas mais altas e está mais consciente de seus direitos.

Cerca de 56% dos latino-americanos considera que a economia de mercado é o melhor caminho para o desenvolvimento, frente a apenas 47% que achava isto na medição anterior.

Além disso, 42% se identifica com o centro político, 22% com a direita e 17% com a esquerda.

Uma maioria de 66% na média considera que a democracia é indispensável para alcançar o desenvolvimento, 71% se declara pessoalmente feliz e 66% satisfeito com a vida.

O apoio à democracia tem uma média de 57% e atinge 82% na Venezuela, 79% no Uruguai, 73% na República Dominicana, 68% na Bolívia, 67% na Costa Rica, 62% na Colômbia e 60% na Argentina.

Os menores números correspondem a Brasil (47%), Guatemala (34%), México (43%), Honduras (44%) e Peru (45%).

A democracia é considerada indispensável para o desenvolvimento por 85% na Venezuela e 78% no Uruguai. No Brasil, essa convicção atinge 57%.

Por outro lado, apenas uma média de 21% dos latino-americanos acredita que a democracia funciona melhor em seu país que no resto da região, enquanto um 235 opina que funciona pior.

Esta última opinião é liderada por Peru (40%), seguido da Bolívia (37%), Paraguai (31%), Venezuela (30%), Nicarágua (29%), Guatemala (29%), Honduras (27%), El Salvador (24%), Equador (21%), República Dominicana (20%) e México (20%). EFE ns/ma

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