Aumenta incerteza sobre realização de referendo revogatório na Bolívia

La Paz - O referendo convocado na Bolívia para decidir a continuidade ou revogação do mandato do presidente Evo Morales e dos governadores regionais do país continua em meio a incertezas crescentes quando faltam 15 dias para sua realização diante do aumento das vozes contrárias ao processo.

EFE |

O governo de Morales afirmou hoje que o plebiscito não será suspenso por nenhuma razão, contrariando os pedidos para que não seja realizado, inclusive da Corte Nacional Eleitoral (CNE) e de algumas de suas filiais regionais.

O vice-ministro de Coordenação com Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, um dos assessores legais de Morales, afirmou hoje à rádio estatal "Patria Nueva", que não "existe argumento jurídico, constitucional, ético ou histórico" para interromper a consulta.

O Governo rejeitou taxativamente um decreto do Tribunal Constitucional (TC) que tenta frear o plebiscito convocado para 10 de agosto e que decidirá se Morales, seu vice-presidente Álvaro García Linera e os governadores do país terão ou não a continuidade de seus mandatos.

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