Audiência de suspeitos de ataques de 11/9 vira caos em Guantánamo

Uma audiência de um tribunal militar com cinco suspeitos de envolvimento nos atentados de 11 de setembro, em Nova York, foi marcada por cenas de confusão em Guantánamo Bay. Os cinco suspeitos, entre eles Khalid Sheikh Mohammed, considerado o mentor dos atentados que deixaram mais de 3 mil mortos, inicialmente se recusaram a participar da audiência.

BBC Brasil |

O juiz negou o pedido do advogado da acusação para que eles fossem obrigados a participar, mas três deles acabaram aparecendo no tribunal depois de um recesso.

A audiência desta quinta-feira serviria para avaliar se dois dos suspeitos estão mentalmente capacitados para se defenderem.

Durante a audiência, a advogada que representa um dos suspeitos, Ramzi Binalshibh, que não estava presente no tribunal, deu detalhes de como ele havia sido obrigado a ficar acordado enquanto estava detido. Neste momento, o microfone dela foi cortado.

Em outro momento, o suspeito Walid Bin Attash pediu permissão ao juiz para questionar uma testemunha. Ao receber a resposta negativa, ele perguntou: "Mesmo que ele tenha mentido?".

O juiz novamente disse não e Attash respondeu: "Isso é que é justiça boa!".

O suspeito Mustafa Ahmad al-Hawsawi pediu para se retirar da audiência depois de ter sido negado a oportunidade de falar. Ele saiu do tribunal escoltado por guardas militares americanos.

Julgamentos
Khalid Sheikh Mohammed se recusou a participar da audiência. Ele é considerado "um dos terroristas mais vergonhosos da história" e já admitiu ter sido responsável pelos atentados de 11 de setembro "de A-Z".

Considerado o número três da rede al-Qaeda antes de sua detenção, em março de 2003, no Paquistão, Mohammed disse, em uma audiência em Guantánamo, em 2008, que gostaria de se confessar culpado por todas as acusações contra ele.

O governo do presidente americano, Barack Obama, ainda não anunciou se os cinco suspeitos serão julgados ou permanecerão detidos na prisão de Guantánamo Bay até o fechamento do centro de detenção, em 2010.

Em maio, Obama, reabriu os julgamentos militares em Guantánamo. Ele havia ordenado a suspensão logo que tomou posse, em janeiro deste ano, mas, na ocasião, ele não descartou a hipótese de retomá-los após um período de revisão, em que modificações pudessem ser introduzidas.

As comissões militares continuam a ser realizadas para os julgamentos e advogados afirmam que já estariam prontos para começar os processos contra 66 detidos da prisão.

Obama permitiu que alguns dos presos fossem julgados nas cortes militares até que o Congresso aprove uma legislação com mudanças.

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