Atual presidente sérvio empunha bandeira da adesão à UE

Belgrado, 10 mai (EFE).- O presidente da Sérvia, Boris Tadic, chega às eleições parlamentares de amanhã como o grande símbolo do país rumo a uma adesão à União Européia (UE) e como representante máximo da corrente contrária a uma volta ao passado isolacionista sérvio.

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Graças a sua imagem moderada e sua preferência por soluções de consenso, o líder do Partido Democrático (DS) assumiu o título de político mais popular do país.

Durante a campanha, Tadic teve de fazer um difícil exercício de equilíbrio ao apresentar-se como amigo do Ocidente e, ao mesmo tempo, lutar contra a independência do Kosovo.

Adversários políticos centralizaram as críticas a Tadic na assinatura do Acordo de Estabilização e Associação (SAA, na sigla em inglês) com a UE, em 29 de abril último.

Tadic, de 50 anos, foi o primeiro presidente sérvio procedente dos quadros da oposição democrática que derrubou o autoritário presidente Slobodan Milosevic em 2000. Por isso ganhou também forte popularidade no exterior.

No entanto, o aumento do sentimento nacionalista na Sérvia devido à crise do Kosovo torna o pleito deste domingo cada vez mais acirrado.

Após o assassinato do ex-primeiro-ministro reformista Zoran Djindjic em março de 2003, Tadic foi nomeado seu sucessor à frente do DS.

Um dos momentos simbólicos de seu mandato como presidente aconteceu em julho de 2005 em Srebrenica, quando prestou homenagem aos oito mil muçulmanos assassinados ali por forças servo-bósnias, "condenando um crime que foi cometido em nosso nome contra outro povo".

Tadic, filho de um acadêmico, esteve na oposição desde o final da década de 1980 e chegou a ser preso por suas idéias políticas.

Trabalhou como jornalista, psicólogo e pesquisador em um instituto científico, foi diretor de um centro para o desenvolvimento da democracia e professor na Faculdade de Artes Dramáticas de Belgrado.

Foi deputado do partido em várias legislaturas no Parlamento sérvio e no federal da Iugoslávia, e em 2000 foi eleito ministro de Telecomunicações iugoslavo. De março de 2003 a abril de 2004, foi ministro da Defesa.

É casado e pai de duas filhas. EFE Sn/fr

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