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Atual presidente e ex-ministro lideram pesquisas para pleito dominicano

Ramón Santos Santo Domingo, 15 mai (EFE).- Sete candidatos disputam a Presidência da República Dominicana nas eleições de amanhã, embora as pesquisas só atribuam chances de vitória a dois deles.

EFE |

O atual presidente dominicano, Leonel Fernández, e o ex-ministro das Obras Públicas Miguel Vargas são os grandes protagonistas do pleito.

As outras candidaturas, incluindo a do outrora majoritário Partido Reformista Social Cristão (PRSC), que ocupa uma distante terceira posição nas enquetes, deverão simplesmente participar da votação, sem maiores aspirações.

Fernández, líder do governista Partido da Libertação Dominicana (PLD), busca comandar o país pela terceira vez - além do atual mandato, já governou entre 1996 e 2000 -, estabelecido em uma plataforma política que destaca o crescimento macroeconômico, o controle da inflação, a estabilidade do dólar, o apoio a novos investimentos e um amplo programa de subsídios.

O presidente, líder nas pesquisas e que se apresenta como a "continuidade do progresso", destaca continuamente a situação de "desastre" em que encontrou o país ao assumir seu segundo mandato, em agosto de 2004, após vencer em primeiro turno o então presidente Hipólito Mejía, do Partido Revolucionário Dominicano (PRD).

Vargas, candidato do PRD no pleito de amanhã, descartou o favoritismo de Fernández e os números apresentados sobre o desempenho da economia nacional. Classificou os dados como "enganosos".

O ex-ministro avalia ainda que a maioria dos dominicanos ficou "ainda mais pobre" durante a gestão de Fernández, ao mesmo tempo em que promete reduzir tarifas a empresas e pessoas físicas ou mesmo eliminar em até 80% as taxas em combustíveis.

Vargas também afirma que construirá milhares de casas de baixo custo, e que dará incentivos aos setores turístico, agrícola, a pequenas e médias empresas. Fala ainda em reflorestamento em áreas sensíveis e em destinar 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para Educação.

Atrás dos dois candidatos mais bem avaliados nas pesquisas, o candidato do PRSC, o ex-senador Amable Aristy, aposta no slogan de "o presidente dos pobres" para angariar a simpatia popular.

Distribuiu pelo país porcos, frangos e outros alimentos, alegando que "com o fim da fome se acaba com a pobreza".

Aristy, experiente dirigente político, foi um dos principais colaboradores do ex-presidente e fundador do PRSC Joaquín Balaguer, e se esforça para manter em alta uma candidatura que perdeu força nos últimos meses.

O candidato da oposição acusa Fernández de ser "incapaz" e "ilusionista", e já advertiu que o presidente terá um "pesadelo" nas urnas amanhã.

Na lista de candidatos à Presidência dominicana marca presença ainda o ex-candidato do PRSC no pleito de 2004, Eduardo Estrella, que deixou a legenda ao perder as últimas primárias para Aristy.

Estrella tenta assumir o Governo dominicano representando uma coalizão chamada de Quarta Via.

Também concorrem o ex-promotor Guillermo Moreno, à frente do esquerdista Movimento Independência, Unidade e Mudança (Miuca), que promove uma candidatura de rejeição aos chamados partidos tradicionais, que acusa de serem os responsáveis pela "deterioração" do país.

Outra candidatura com muito poucas chances de vitória é a do Partido Revolucionário Independente (PRI), que tem como representante Trajano Santana.

Fecha a lista eleitoral o Partido Aliança Popular (PAP), que tem como candidato o ex-chefe policial Pedro de Jesús Candelier, que promete "acabar" com a delinqüência. EFE rs/fr

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