Atos em Londres marcarão três anos da morte de Jean Charles

Parentes e amigos de Jean Charles de Menezes vão realizar na terça-feira dois eventos para marcar o terceiro aniversário da morte do brasileiro, em uma operação mal-sucedida da polícia londrina em julho de 2005. Pela manhã, parentes e amigos farão uma vigília em frente à estação de metrô de Stockwell, no sul da cidade, onde policiais executaram o brasileiro por engano, dentro de um vagão do metrô, após o confundirem com um terrorista.

BBC Brasil |

Segundo a prima de Jean Charles, Vivian Figueiredo, flores serão depositadas no local e será feito um minuto de silêncio, às 10h06, hora exata em que Jean Charles foi executado.

Às 13h30, será realizado um ato na Praça do Parlamento, no centro da cidade, onde será exibida uma escultura de flores na forma e nas cores da bandeira do Brasil.

O centro da escultura é formado por um círculo de 1.093 flores azuis, que representam o número de dias que se passaram desde a morte do brasileiro.

A obra ainda trará os dizeres "Menezes - 3 anos sem Justiça".

'Lições desperdiçadas'
Até o momento, nenhum policial foi condenado pela morte do brasileiro e o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, continua no cargo apesar das pressões por sua renúncia. Ele foi acusado de acobertar informações sobre a tragédia após o erro.

Na semana passada, um relatório divulgado pelo órgão que fiscaliza a polícia, a Autoridade da Polícia Metropolitana (MPA, na sigla em inglês), apontou que a corporação "desperdiça lições" a serem aprendidas com a morte do brasileiro.

Duas investigações já foram concluídas por uma comissão independente da Polícia e, no ano passado, a Scotland Yard foi multada em mais de R$ 600 mil por colocar o público em risco durante a operação que matou Jean Charles com sete tiros na cabeça.

Um novo inquérito terá início no dia 22 de setembro, com duração máxima de 12 semanas.

O relatório da MPA criticou a demora na conclusão do caso. "Ainda que reconhecendo que os procedimentos têm ser seguidos, não pode ser correto que, três anos depois, ainda não haja um relato definitivo do que aconteceu no dia 22 de julho de 2005", observou o órgão.

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