Atos e marchas para pedir justiça 33 anos depois do golpe na Argentina

Os argentinos renovavam nesta terça-feira o pedido de julgamento e punição para os culpados por violações aos direitos humanos ao completar-se no país 33 anos do golpe de Estado; foram convocados por organizações humanitárias, políticas, sindicais e estudantis.

AFP |

"É bom saber que não há sistema político melhor do que a democracia. E não há democracia separada dos direitos humanos", afirmou o secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, ao inaugurar mostra fotográfica diante do Palácio do Tribunal portenho.

A exposição faz parte das comemorações do "Dia Nacional da Memória pela Verdade e Justiça", instaurado em 2002 pelo Congresso Nacional em homenagem às vítimas do regime militar (1976/83).

Durante a jornada serão realizadas mobilizações nas principais cidades do país; o ato principal acontecerá às 15h00, horal local (18h00 GMT), na Praça de Maio de Buenos Aires, com o tema "Julgamento e prisão comum para todos os genocidas".

No dia 24 de março de 1976 foi derrubada a presidenta constitucional Estela Martínez de Perón e os militares instauraram um regime de terrorismo de Estado, que deixou 30.000 desaparecidos e milhares de pessoas torturadas e exiladas, segundo organismos de direitos humanos.

Um total de 1.254 pessoas, entre civis e pessoal das forças armadas e de segurança, estão envolvidas atualmente em causas vinculadas ao terrorismo de Estado, segundo cifras do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).

"No entanto, pouco mais de 40% dos envolvidos estão sendo processados e apenas 48 pessoas foram condenadas", destacou a entidade em nota à imprensa.

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