Atos de Governo e oposição marcam 15º aniversário da Constituição russa

Moscou, 12 dez (EFE) - Com comícios e atos de Governo e oposição, a Rússia lembra hoje o 15º aniversário de sua primeira Constituição, aprovada em um plebiscito dois meses depois que o então presidente russo, Boris Yeltsin, dissolveu à força o Soviete Supremo, o Parlamento herdado da época soviética. A adoção da Constituição russa foi um marco na história nacional e mundial; o povo a ratificou com sua vontade, disse o presidente russo, Dmitri Medvedev, em uma conferência realizada no Palácio Estadual do Kremlin. O chefe do Estado destacou que, com isso, o povo optou de forma decidida em favor do desenvolvimento livre e progressista, da mudança das relações políticas e econômicas em direção a um Estado social e a uma sociedade justa. A Constituição foi resultado de um acordo social sobre as vias de desenvolvimento do país a longo prazo, apesar da muito complexa situação vivenciada, disse Medvedev no discurso, transmitido ao vivo pelo canal de televisão de notícias Vesti. Um dos participantes da conferência interrompeu o discurso de Medvedev aos gritos de as emendas à Constituição são vergonhosas, precisamos de eleições livres, segundo a agência Itar-Tass. Medvedev continuou falando como se nada tivesse acontecido, mas interrompeu o discurso quando os seguranças se aproximaram para tirar da sala o protagonista do incidente. Não levem ele para lugar nenhum, deixem ele ficar e escutar, afirmou o presidente russo, que acrescentou: Falando...

EFE |

Enquanto isso, o partido liberal opositor Yabloko convocou uma manifestação na capital russa para protestar contra a aprovação das emendas constitucionais propostas por Medvedev.

O Partido Comunista boicotou os atos dedicados ao aniversário da Constituição, que, segundo declarou na véspera seu líder, Gennady Zyuganov, "não garante o exercício real dos direitos cidadãos nela referendados".

Segundo o líder dos comunistas russos, a Constituição "rompeu o equilíbrio entre os três poderes do Estado: o Executivo, Legislativo e Judicial".

"Hoje no país se impõem a arbitrariedade e a corrupção", disse Zyuganov, que pediu para "emendar com urgência a Lei Fundamental ou, melhor ainda, aprovar uma nova, que garanta a democracia e a justiça".

Os grupos nacionalistas Movimento contra a Imigração Ilegal e a União Eslava convocaram um comício em Moscou, que foi autorizado pela Prefeitura. EFE bsi/db

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