Ato sobre testamento vital reúne milhares de pessoas em Roma

Roma, 21 fev (EFE).- Milhares de pessoas protestaram hoje em Roma contra o projeto de lei aprovado pelo Governo italiano de Silvio Berlusconi sobre o testamento vital, em um ato do qual participou o pai de Eluana Englaro, a mulher que morreu após ter a alimentação e hidratação suspensas, depois de 17 anos em coma vegetativo.

EFE |

O protesto ocorreu na praça Farnese, no centro da capital, e foi convocado pela revista de pensamento político "Micromega".

Participaram do ato intelectuais e partidos da oposição, como a Itália dos Valores, de Antonio di Pietro.

"Estou convencido de que os italianos não se sujeitarão a uma lei desse tipo", afirmou Giuseppe Englaro, pai de Eluana.

Ele lembrou que se limitou a colocar em prática o desejo da filha de deixá-la morrer se entrasse em coma vegetativo, e que quis fazer isso "à luz do dia e na legalidade".

Englaro afirmou que, se o Parlamento aprovar a lei, os ativistas reunirão assinaturas para convocar um referendo e revogá-la.

Para evitar que aconteçam casos como o de Eluana, o Governo de Berlusconi apresentou no Parlamento um projeto de lei sobre o testamento vital.

O texto proíbe privar de alimentação e hidratação uma pessoa e "qualquer forma de terapia que submeta o doente a tratamentos inúteis, desproporcionais ou arriscados".

Além disso, regula como tem que ser o testamento vital, que, segundo o documento, deverá ser assinado por um médico, depositado perante notário e válido durante três anos. EFE jl/db

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