O atleta sul-africano Oscar Pistorius, que teve suas pernas amputadas e corre com duas lâminas de fibra de carbono ajustadas às coxas, conseguiu permissão para lutar por uma vaga nas Olimpíadas de Pequim deste ano. O aval reverte a decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), que em janeiro não havia autorizado que o atleta participasse dos jogos.

A IAAF havia concluído que as próteses usadas por Pistorius davam a ele uma vantagem significativa sobre atletas comuns, o que vai contra as regras que regulamentam o uso de ajudas técnicas para atletas.

Um estudo encomendado pela Associação havia apontado que Pistorius, apelidado de "Blade Runner", usava 25% menos energia do que os atletas comuns para conseguir atingir a mesma velocidade.

Logo após a decisão, Pisotrius recorreu na Alta Corte dos Esportes, que julgou em seu favor.

Se conseguir se qualificar na prova dos 400 metros, o sul-africano será o primeiro atleta deficiente a disputar uma olimpíada.

Fibras de carbono
Oscar Pistorius nasceu com alguns ossos faltando nas pernas, abaixo dos joelhos e teve os membros amputados quando tinha um ano de idade.

As lâminas de fibra de carbono que usa foram fabricadas na Islândia. Os fabricantes insistem que as lâminas são "artefatos passivos", que não respondem a comandos biológicos.

Há três anos, Pistorius nunca tinha pisado em uma pista de corrida. Atualmente é uma sensação do atletismo, com recordes mundiais para-olímpicos em provas de 100 metros (10,91 segundos), 200 metros (21,58 seg) e 400 metros (46,34 seg).

O recorde mundial nos 400 metros rasos, por exemplo, do americano Michael Johnson, é de 43,18 segundos.

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