Ativistas usam símbolos dos jogos olímpicos

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, não são só os atletas que estão competindo. O governo chinês e seus críticos também estão numa briga para controlar a maneira como as pessoas em todo o mundo vêem o país.

BBC Brasil |

Para cada slogan ou símbolo dos Jogos divulgado pela China, surgem diversas versões usando as mesmas imagens para ilustrar supostos abusos de direitos humanos, protestar contra o domínio chinês no Tibete ou contra a suposta influência da China no conflito de Darfur, no Sudão.


Ativistas usam logotipo dos Jogos para protestar / BBC

Os eventos dos últimos meses tornaram a disputa mais acirrada. Em março deste ano, ativistas foram às ruas da capital tibetana, Lhasa, para pedir a independência do território.

Semanas depois, a passagem da tocha por várias cidades do mundo se transformou em caos. Ficou difícil insistir no que dizia o slogan dos Jogos: "Um mundo, um sonho". Não parecia que mundo compartilhava um sonho em relação às olimpíadas, quando a tocha tinha que ser tão fortemente protegida.

Mas para muitos chineses os ataques à tocha eram como um ataque à própria China. Humilhação e indignação fizeram com que eles se unissem em apoio ao governo.

Em Maio, uma tragédia fez com que o país se unisse ainda mais. Quando o terremoto de Sichuan matou 70 mil pessoas.

Para a maioria dos chineses, o slogan "um mundo, um sonho" faz sentido. Aqueles que querem fazer parte desse sonho são bem-vindos. Já os que querem apagar a chama olímpica, esses, Pequim espera que fiquem bem longe dos Jogos.

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