Ativistas tiram a roupa na Argentina para reivindicar direitos dos animais

BUENOS AIRES - Cerca de 50 ativistas pelos direitos dos animais posaram hoje em Buenos Aires, seminus e cobertos com sangue artificial, para denunciar os maus-tratos que as indústrias peleteiras causam aos mamíferos, os quais são esfolados para que sua pele seja comercializada.

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A associação AnimaNaturalis fez uma performance a poucos metros do obelisco portenho para criticar publicamente o tratamento da indústria peleteira para com os animais criados ou capturados a fim de comercializar suas peles em forma de casacos, sapatos, carteiras ou bolsas.

Cerca de 50 aguardavam nervosos, por volta de 12h na via pública, perante os olhares de centenas de curiosos, convocados pelos cartazes publicitários ou pelo acaso, uma indicação dos organizadores para iniciar a representação.

Dentro de uma zona isolada e sobre um tapete de papel, começaram a tirar as peças e ficaram só com roupas de baixo, quando, então, começaram a entrelaçar os corpos.

Apesar de não ser uma manhã excessivamente fria, o inverno argentino fazia com que os presentes apreciassem o esforço dos voluntários enquanto membros da organização jogavam o sangue artificial.

Em poucos minutos, os corpos dos jovens, seminus e ensangüentados, pareciam com o de animais quando têm sua pele arrancada após ser assassinados, e o impacto visual era notável.

Fontes da organização disseram à Agência EFE que 384 mil animais morrem ao dia na indústria peleteira, que utiliza métodos como a eletrocussão anal ou vaginal, o envenenamento ou a asfixia para assassinar os animais e depois tirar sua pele.

AP

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