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Ativistas se preparam para lembrar ao G20 que pobres existem

María Peña. Washington, 14 nov (EFE).- Ativistas antecipam hoje os preparativos para o que chamam de cúpula do povo, em paralelo à de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), para pedir que as nações pobres sejam lembradas na reunião de Washington.

EFE |

Enquanto a maioria dos líderes do G20 chegou hoje em Washington, dezenas de grupos preparam uma cúpula do povo para amanhã.

Fora isso, nesta noite as organizações oferecerão, diante da Casa Branca, "um banquete" para indigentes, na tentativa de chamar a atenção sobre a situação dos pobres do mundo.

"Se irão poucos ou muitos a nossos atos, não importa. Só queremos demonstrar resistência e se opor a um sistema capitalista que claramente está falhando, porque beneficiou a alguns países ricos, em detrimento dos demais", disse à Agência Efe Samantha Miller, membro do grupo "Estudantes para uma Sociedade Democrática", de Los Angeles.

"Acreditamos que existem alternativas, como as cooperativas, que devem ser exploradas. O mundo está sofrendo por culpa de poucos", frisou.

Segundo Miller, no próximo sábado a coalizão de ativistas fará um protesto e uma marcha passeata no Parque Murrow, assim como um fórum popular sobre a crise e a discussão de "visões alternativas" ao sistema de livre mercado, entre outros atos.

Cerca de 20 ativistas da agência humanitária Oxfam International já fizeram hoje um protesto no Parque Lafayette, em frente à Casa Branca, para exigir que o G20 não deixe de lado os países pobres, nem que saiam de Washington sem um compromisso firme para ajudá-los.

"O G20 representa 90% da economia mundial, mas são apenas 20 países, longe dos 200 no mundo, e entre um e dois bilhões de pobres do mundo não estão representados", declarou à Efe Gawain Kripke, porta-voz da Oxfam International.

"Qualquer acordo que saia da reunião tem que incluir ajudas para os países mais pobres. Os países ricos têm a obrigação de cumprir com suas promessas de dar assistência ao desenvolvimento" das nações emergentes, insistiu Kripke.

"Os pobres carregarão a pior parte, sejam as famílias despejadas de seus lares em Detroit ou as crianças que morrem em Mali por falta de cuidado médico básico", enfatizou.

A cúpula financeira do G20 acontece no momento em que um relatório do Governo dos EUA retratou um panorama sombrio do comércio no varejo, que sofreu uma queda de 2,8% frente ao mês passado, seu ponto mais baixo em sete anos.

O próprio Bush reconheceu hoje em seu costumeiro discurso por rádio semanal que a crise causou uma erosão do valor das pensões e o congelamento do crédito dificulta a compra de veículos e casas, além do financiamento da educação universitária.

Fora isso, "muitas nações sofreram com a perda de empregos e têm sérias preocupações sobre a deterioração da economia", admitiu o governante americano.

É, precisamente, esse último ponto que os ativistas querem que Bush e os demais líderes do G20 tenham em mente quando se sentem amanhã, no Museu Nacional da Construção (NBM, na sigla em inglês), a discutir idéias para reformar o sistema financeiro mundial.

Comparada com os mais de mil representantes e assessores que o G20 levará a Washington, a manifestação a "cúpula do povo", que será realizada apesar de uma previsão de chuva, talvez não atraia grandes multidões, mas para seus organizadores basta lembrar que os pobres não podem ser deixados de lado. EFE mp/rr

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