Ativistas pedem perdão real a ex-premiê da Tailândia

BANGCOC (Reuters) - Centenas de seguidores do ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra fizeram um comício, nesta sexta-feira, como parte da sua campanha para colher um milhão de assinaturas em uma petição para que o rei Bhumibol Adulyadej perdoe o político, hoje foragido. A manifestação na praça Sanam Luang, próxima ao Grande Palácio de Bangcoc, deve atrair cerca de 30 mil manifestantes camisas-vermelhas, simpáticos a Thaksin, um bilionário exilado que foi condenado à revelia em outubro a dois anos de prisão por corrupção.

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"Ele enfrentou a injustiça por meios antidemocráticos. Trazê-lo de volta faria da Tailândia um país democrático de verdade", disse Jatuporn Prompan, dirigente da Frente Unida pela Democracia e Contra a Ditadura.

O rei Bhumibol, de 81 anos, é considerado uma semidivindade na Tailândia, e tem poderes para perdoar Thaksin e permitir sua volta ao país, quase três anos depois do golpe que o obrigou a se exilar em diversas partes do mundo.

Mas monarquistas e adversários políticos ficaram indignados com a campanha, acusando Thaksin de tentar atrair o reverenciado monarca para disputas pessoais.

(Reportagem de Chalathip Thirasoonthrakul)

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