México, 11 set (EFE).- Ativistas da ONG AnimaNaturalis, organização que rejeita o consumo de animais, protagonizaram hoje um protesto no centro da capital mexicana para argumentar que ser vegetariano é um ato de amor à pátria e à saúde, a cinco dias da celebração do Dia da Independência no México.

Uma mulher caracterizada como uma das participantes da Revolução Mexicana (1910-1920) ofereceu tacos - prato típico do México - vegetarianos de graça às pessoas que passavam pelo Zócalo (praça central) da capital mexicana, a maior praça pública do país.

Em declarações à Agência Efe, Miryam Domínguez, integrante da ONG, explicou que, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do país latino-americano, o México ocupa o segundo lugar no mundo em obesidade.

"O sobrepeso e a obesidade atualmente atingem mais de 70 milhões de adultos e mais de cinco milhões de adolescentes no México", um país com 103 milhões de habitantes, afirmou.

Segundo a organização, mais de 95% do sobrepeso e da obesidade se devem ao baixo consumo de vegetais e fibras e à elevada ingestão de gorduras animais, frituras e refrigerantes.

A obesidade tem como conseqüências problemas circulatórios, diabetes, arteriosclerose, tumores e hipertensão, advertiu Domínguez, que também argumentou que 11% do orçamento da Secretaria de Saúde no México em 2008 foi destinado a prevenir a obesidade.

A organização defensora de animais indicou em um comunicado que "reduzir o consumo de carne diminui a propensão a certas doenças".

"Quem consome produtos de origem animal é 10 vezes mais suscetível a doenças do coração e 40% mais propenso a padecer de algum tipo de câncer e doenças renais, osteoporose e cálculos", explicava o documento. EFE jd/mm/fr

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