Um grupo de defesa dos direitos humanos da Coréia do Sul afirma que vai continuar a mandar folhetos de propaganda para dentro da Coréia do Norte, apesar de objeções dos governos de ambos os países. Os folhetos são colocados dentro de balões de gás hélio que, com o vento, cruzam a fronteira que separa as duas Coréias em poucos minutos.

Eles contêm a mensagem de que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, estaria mal de saúde por causa de um derrame e pedem que o povo do norte se rebele contra o líder.

A notícia da doença do líder norte-coreano é considerada um tabu no país, onde sua família exerce autoridade absoluta há mais de 50 anos. E o governo do Norte está pedindo que a Coréia do Sul impeça a ação dos ativistas.

Preocupada com o aumento da tensão entre os dois países, a Coréia do Sul pediu que os ativistas parem de enviar os balões. Mas os sinais são de que o apelo das autoridades não surtiu efeito.

"Para ajudar a nossos irmãos famintos, colocamos notas de dólar dentro dos folhetos, e escrevemos informações sobre a ditadura de Kim Jong-il", diz o ativista Park Sang Hak, da organização Fighters for Free North Korea. "Se pararmos, estaremos nos rendendo às chantagens da Coréia do Norte."

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