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Ativistas hondurenhos em N.York pedem resistência em Honduras

Nova York, 3 ago (EFE).- Ativistas hondurenhos pediram hoje em Nova York maior atenção à resistência da população de Honduras contra os responsáveis pela deposição do presidente Manuel Zelaya e a repressão que o Governo de fato implementou contra os opositores.

EFE |

Durante uma entrevista coletiva em Nova York, diversos grupos de ativistas reivindicaram hoje que a comunidade internacional "aumente a pressão" sobre o Executivo presidido por Roberto Micheletti para que abandone o poder e permita o retorno do líder expulso do país pelo Exército.

"É muito importante saber o que acontece dentro de Honduras", ressaltou Luther Castillo, diretor da fundação Luaga Hatuadi Waduheñu (Para a saúde de nosso povo), dedicada a fornecer serviços de saúde à minoria negra hondurenha.

Os ativistas expressaram seu descontentamento com a maneira como a imprensa internacional cobriu os fatos em Honduras, por considerar que não foi dada a importância necessária às violações dos direitos humanos e das liberdades fundamentais que ocorrem no interior do país.

O coordenador do Centro de Pesquisa e Promoção dos Direitos Humanos (Ciprodeh), Abencio Fernández, denunciou que ocorrem perseguições, assassinatos, desaparecimentos e restrições à liberdade de expressão à sombra do golpe.

"Os hondurenhos aqui não sabem nada do que ocorre. Só veem (as emissoras de TV) 'CNN' e 'Univisión', nas quais lhes dizem que em Honduras não passa nada", afirmou.

"Esperemos que o presidente dos Estados Unidos (Barack Obama) adote uma postura mais firme frente a estes assassinatos", disse.

Hoje, o principal sindicato da saúde hondurenho convocou uma paralisação indefinida no setor, em rejeição ao golpe de Estado contra Zelaya e em defesa de algumas reivindicações trabalhistas.

O Sindicato de Trabalhadores da Medicina, Hospitais e Similares (Sitramedhys) convocou assembléias informativas nos diferentes centros de saúde do país para determinar se participará da paralisação, explicou à Agência Efe seu presidente, Hiram Mairena.

EFE jju/db

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