Ativistas chegam à Faixa de Gaza para protestar contra bloqueio israelense

Jerusalém, 23 ago (EFE) - Dois navios com 46 ativistas internacionais que partiram nesta sexta-feira do Chipre em direção à Faixa de Gaza para protestar contra o bloqueio imposto por Israel chegaram neste sábado a esse território palestino. As embarcações - nas quais podiam ser vistas bandeiras palestinas e de países europeus - foram recebidas com alegria na praia da Cidade de Gaza por centenas de pessoas e um comitê de boas-vindas, que inclui uma banda. Os ativistas, entre os quais havia representantes de 17 países, traziam ajuda médica para as crianças de Gaza. No grupo, há uma freira de 81 anos e a cunhada do enviado especial do Quarteto de Madri para o Oriente Médio (Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia), o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

EFE |

A chegada dos dois navios a Gaza aconteceu após Israel permitir sua aproximação nas águas do território palestino para "evitar a provocação que (os autores da iniciativa) pretendiam fazer na frente dos meios de comunicação", segundo o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Arye Mekel.

Israel adotou a medida depois que os organizadores do protesto informaram hoje de manhã no Chipre que tinham perdido contato com os dois navios, pelo que chamaram de "ato de pirataria eletrônica".

As autoridades israelenses tinham anunciado nos últimos dias que os organizadores do protesto poderiam recorrer a "todos os meios" a seu alcance para abortar a intenção dos ativistas, cuja iniciativa classificaram de "provocação".

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, tinha elogiado a iniciativa e pedido "mais ações de solidariedade internacional" para acabar com o bloqueio israelense a Gaza.

A medida israelense teve início quando o movimento islâmico tomou o controle desse território palestino há mais de um ano, após expulsar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Atualmente, vivem em Gaza mais de 1,5 milhão de pessoas, cujas condições de subsistência foram denunciadas pelas organizações de defesa dos direitos humanos, que acusaram Israel de praticar "castigo coletivo" aos moradores desse território palestino pelo conflito armado com o Hamas. EFE sar/wr/db

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