Ativistas acusam regime dos aiatolás de ter executado 33 mil opositores

Cairo, 22 out (EFE) - Um alto funcionário iraniano admitiu que, em 1988, o regime dos aiatolás executou 33.700 opositores políticos e intelectuais em uma campanha de repressão, informaram hoje ativistas iranianos pró-direitos humanos.

EFE |

Um comunicado dos ativistas informa que, recentemente, veio à luz um vídeo no qual um ex-alto funcionário do Ministério de Inteligência iraniano, identificado como Reza Malek, reconheceu que o órgão executou 33.700 pessoas no chamado "massacre de 1988".

Todas as vítimas eram prisioneiros políticos em prisões secretas e teriam sido assassinados e enterrados em valas comuns que, segundo o depoimento de Malek, poderiam chegar a 190, situadas em diferentes lugares do Irã, diz a nota.

Atualmente, há mais de 100 prisões secretas e centros de tortura subordinados ao Ministério de Inteligência na capital iraniana, denunciaram os ativistas no texto.

As ONGs internacionais qualificam as execuções de 1988 como um massacre, já que o Governo iraniano teria assassinado milhares de prisioneiros políticos detidos nas prisões do país deliberada e sistematicamente, através de execuções extrajudiciais, segundo a Human Rights Watch.

A Anistia Internacional (AI) estima que entre 4.500 e 5 mil prisioneiros foram assassinados entre agosto de 1988 e fevereiro de 1989, na maior campanha de repressão depois da revolução islâmica de 1979. EFE fc/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG