Ativista uigur diz que polícia chinesa atacou manifestantes, dois morreram

Um ativista uigur que mora no Japão disse que 1.000 homens da polícia chinesa enfrentaram cerca de 3.000 manifestantes uigures neste domingo em Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, provocando duas mortes.

AFP |

Líder da Associação Uigur no Japão, Ilham Mahmut disse à AFP que também foi informado através da internet sobre a prisão de pelo menos 300 pessoas.

"Às 17h00 locais, cerca de 3.000 uigures se reuniram em Urumqi para protestar, e 1.000 policiais chineses os confrontaram. Ouvi que dois uigures já morreram", afirmou Mahmut.

"A polícia chinesa tentou dispersar a manifestação usando aguilhões elétricos e atirando para o alto", relatou.

"Neste momento, cerca de 300 uigures já foram presos e eu soube que duas pessoas morreram, porque a polícia chinesa está usando estes aguilhões elétricos utilizados para tocar o gado".

No entanto, afirmou, os manifestantes estão se reagrupando para dar continuidade ao protesto.

"Cerca de 400 pessoas estão tentando retomar a manifestação", indicou.

Segundo Mahmut, as tensões começaram por causa de uma briga em uma fábrica de brinquedos entre chineses e uigures, depois que alguns uigures foram acusados de estuprar uma mulher chinesa.

kh-fz/ap

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