Ativista saaráui sai de prisão após cumprir pena no Marrocos

Rabat, 17 jun (EFE).- O ativista Brahim Sabbar, secretário-geral da Associação Saaráui de Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos (ASVDH), saiu esta madrugada da Prisão de El Aaiun após cumprir dois anos de pena, informaram hoje fontes da organização à Agência Efe.

EFE |

Sabbar, que durante sua reclusão protagonizou uma greve de fome para demonstrar sua solidariedade tanto com outros saaráuis detidos em diferentes prisões marroquinas quanto com o resto dos "presos políticos marroquinos", foi condenado em junho de 2006.

Segundo declarações do presidente da ASVDH, Ibrahim Dahane, Sabbar foi detido em 17 de junho daquele ano - junto com outros dois ativistas - ao ser parado pela Polícia em uma operação policial em uma estrada quando voltava de sua associação, na cidade de Bojador.

Sabbar foi acusado de desobedecer e atacar um agente durante sua detenção - acusações negadas pelo detido, que afirmou que os policiais que o detiveram se irritaram com ele e, após o insultarem, o agrediram.

O secretário-geral da ASVDH, também membro do Comitê Saaráui para a Autodeterminação, já havia sido preso anteriormente, segundo a fonte, e passou uma década em Kalaat M'gouna, uma das piores prisões secretas dos chamados "anos de chumbo" - denominação que designa o período mais repressivo do reinado do rei Hassan II.

A disputa pelo Saara Ocidental começou em 1975, quando Rabat (capital do Marrocos) anexou esta antiga colônia espanhola após a denominada "Marcha Verde".

Atualmente, o Marrocos insiste em que qualquer solução política deve excluir a possibilidade da independência do Saara Ocidental e propõe um plano de autonomia para o território.

Já a Frente Polisário e a Argélia seguem reivindicando um plebiscito que determine o estatuto final da antiga colônia espanhola. EFE mgr/fh/fal

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