Ativista pró-Gaza desaparece após ser detido no Egito

Cairo, 7 fev (EFE).- Um grupo de ativistas internacionais denunciou hoje o desaparecimento de um colega na sexta-feira, após ele ser detido pelas forças de segurança egípcias, depois de participar de uma manifestação pacífica em solidariedade à Faixa de Gaza.

EFE |

O arquiteto e ativista Pablo de Soto, membro de um grupo que atua sob o Comitê Popular em Solidariedade ao Povo Palestino, disse à Agência Efe por telefone que o fotógrafo e escritor egípcio-alemão Philip Rizk se encontra em paradeiro desconhecido, após ser detido ontem.

De Soto disse que Rizk e o resto do grupo, formado por 16 pessoas - oito egípcias, e oito européias e americanas -, foi levado a uma delegacia da localidade de Abu Zaabal, ao norte do Cairo, após participar de uma marcha de dez quilômetros da capital em direção a Gaza, para pedir o fim do bloqueio israelense.

"Levaram-nos à delegacia sem nenhuma acusação e sem dar explicações", disse De Soto, acrescentando que o grupo permaneceu retido durante quatro horas.

"Rizk era o principal organizador da marcha, durante uma hora e meia o interrogaram separadamente, e depois soubemos que tinha sido levado à segurança do estado, mas não sabemos onde", disse.

Desde então, os colegas de Rizk, de 26 anos, não têm informações sobre ele, por isso devem protestar hoje perante a sede Procuradoria no Cairo para pedir sua libertação. EFE ssa/an

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