Ativista pelos direitos humanos é libertada no Zimbábue

Harare, 2 mar (EFE).- Jestina Mukoko, uma proeminente ativista pela paz e os direitos humanos no Zimbábue, foi libertada hoje depois de pagar fiança, indicaram seus advogados.

EFE |

Mukoko foi detida em dezembro do ano passado e aparentemente foi torturada pelas forças de segurança zimbabuanas durante seu encarceramento.

A ativista, diretora da ONG Projeto Paz no Zimbábue, se encontra em um hospital de Harare desde janeiro por causa de seus ferimentos, disse aos jornalistas Kumbirai Mafunda, da associação Advogados do Zimbábue pelos Direitos Humanos (ZLHR).

"Jestina foi libertada depois de pagar uma fiança, mas vai ter de permanecer no hospital até que os médicos lhe deem alta", confirmou por telefone à Efe Mafunda.

O advogado acrescentou que sua cliente teve de entregar seu passaporte às autoridades e deverá se apresentar regularmente a uma delegacia local.

A ONG de Mukoko documentou a violência perpetrada contra os simpatizantes da oposição pelos seguidores do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, durante a campanha para o segundo turno dos controvertidas eleições presidenciais, realizadas em junho do ano passado.

Ela foi capturada em sua casa por agentes do Estado no dia 3 de dezembro.

Após intensa pressão da comunidade internacional para que Mukoko aparecesse com vida, a Polícia a apresentou no dia 24 desse mês a um tribunal de Harare, onde a ativista foi acusada de recrutar pessoal para receber treinamento militar a fim de derrubar Mugabe.

A detenção de Mukoko e de outros 40 ativistas dos direitos humanos e membros do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) ameaçou colapsar o frágil acordo para formar um Governo de unidade entre o partido opositor e a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).

Alguns dos detidos foram libertados no fim de semana passado, mas 16 continuam presos sob a acusação de recrutar milicianos ou atos de sabotagem.

Os advogados da ZLHR indicaram que a libertação deste grupo é iminente, embora alguns tenham dificuldade para obter documentos de identidade e o dinheiro da fiança.

Na semana passada, o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, que em passado 13 de janeiro se transformou em primeiro-ministro do Governo de unidade do Zimbábue, disse aos jornalistas que ele e Mugabe tinham acertado que os prisioneiros deviam ser colocados em liberdade, mas que a Promotoria estava bloqueando a medida por razões políticas. EFE rt/mh

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