Ativista iraniana é condenada a 11 anos de prisão

Marido afirma que Nasrin Sotoudeh foi considerada culpada de fazer propaganda contra Islã e ter contato com terroristas

iG São Paulo |

A advogada iraniana e ativista dos direitos humanos Nasrin Sotoudeh, colaboradora da vencedora do prêmio Nobel Shirin Ebadi, foi condenada a onze anos de prisão e ficará uma década impedida de exercer sua profissão.

A sentença foi anunciada à imprensa nesta segunda-feira pelo marido da advogada, Reza Khandan, que confirmou que a opositora foi considerada culpada de fazer propaganda contra o Islã e o regime iraniano e de ter mantido contato com grupos terroristas.

A ativista, que defendia alguns dos acusados de induzir os grandes protestos de junho de 2009 contra a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi convocada para um interrogatório em setembro passado na prisão de Evin e desde então está presa. Na primeira conversa por telefone que pôde manter com o marido desde a sua prisão, a mulher relatou que havia sido confinada em uma cela de isolamento e que tinha recebido diversas ameaças contra si e sua família.

"Sua prisão é ilegal. Ela continua reclusa em uma cela de isolamento apesar de estar em detenção temporária", explicou o marido ao site opositor "Sahamnews".

Em junho de 2009, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de todo o país para protestar contra a reeleição de Ahmadinejad. Desde então, mais de 100 pessoas, entre elas ex-membros do governo anterior, advogados e jornalistas, foram julgadas e condenadas a diversas penas, sob a acusação de ameaçar a segurança nacional e participar de uma suposta conspiração planejada no exterior.

Com EFE

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