Ativista acusada de tentar derrubar Mugabe está em prisão de segurança máxima

Harare, 26 dez (EFE).- A ativista pró-direitos humanos Jestina Mukoko, diretora da ONG Projeto de Paz do Zimbábue e acusada de participar de um complô para derrubar o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, se encontra em uma prisão de segurança máxima, disse hoje à Agência Efe seu advogado.

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"Jestina Mukoko se encontra na seção feminina da Prisão de Segurança Máxima de Chikurubi (nos arredores de Harare), apesar de haver uma ordem judicial para que ela e outros oito acusados (pelo mesmo delito) sejam ingressados no hospital", disse Alec Muchadehama, um dos advogados do grupo.

Mukoko e os outros ativistas são acusados de "recrutar ou tentar recrutar pessoas que serão treinadas militarmente para depor o Governo". Caso sejam considerados culpados, eles podem ser condenados à pena de morte.

Os outros oito acusados, que incluem um colega de Mukoko do Projeto de Paz do Zimbábue e sete membros do partido opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), também se encontram em Chikurubi.

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje o "comportamento inaceitável" das autoridades do Zimbábue em relação a Mukoko.

"As acusações apresentadas contra Jestina Mukoko são absurdas e carecem de fundamento", declarou a RSF em comunicado no qual ressaltou que a jornalista se encontra na mesma situação que outros nove membros do MDC. EFE rt/ab/fr

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